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Acidente com Kobe Bryant pode ter sido um voo inadvertido contra o terreno

  • Publicado: Segunda, 27 de Janeiro de 2020, 12h37
  • Última atualização em Segunda, 27 de Janeiro de 2020, 12h37

O mundo do esporte recebeu na tarde de domingo (26), a trágica notícia da morte de Kobe Bryant, ex-ala-armador e estrela do time de basquetebol Los Angeles Lakers. O acidente envolvendo um dos mais sofisticados helicópteros do mercado, o Sikorsky S-76B pegou a toda comunidade aeronáutica de surpresa, ao mesmo tempo, o mundo do esporte chora a partida de um de seus maiores ídolos.

 O modelo é considerado um dos mais versáteis helicópteros médios da atualidade. O S-76 é uma aeronave para até 16 passageiros, sendo amplamente utilizado no transporte de autoridades e até mesmo voos offshore, atendendo plataformas de petróleo em alto mar. A aeronave utilizada por Kobe Bryant, registrado como N72EX, foi fabricado em 1991 e mantinha condições de voo de acordo com as rígidas exigências da FAA, a agência de aviação civil dos Estados Unidos.

O áudio e dados de radar divulgados mostram que a aeronave voava nas proximidades de Los Angeles, com condições climáticas adversas e visibilidade restrita. Todavia, por regras de tráfego aéreo existe a possibilidade de voar visual mesmo com restrição de visibilidade, desde que atendendo a estritas regras de voo. O chamado VFR Especial (SVFR) atende algumas normas onde as condições permitem o piloto manter contato visual com o lado externo, sem ter de recorrer a um voo por instrumentos. Nos Estados Unidos as regras para o SVFR mostram que aeronave pode voar em áreas congestionadas em uma altitude de pelo menos 1.000 pés acima do obstáculo mais alto. Em casos de áreas não congestionadas a restrição passa uma altitude de pelo menos 500 pés acima da superfície.

Segundo as Regras Gerais de Operação e Voo (14 CFR Part 91) não é proibido o voo de helicóptero SVFR quando a visibilidade for inferior a 1 milha, porém, o piloto é responsável por manter a separação vertical e horizontal do terreno. Por voar sob condições especiais, sem estar operando instrumentos, não existe vetoração do controle de tráfego aéreo, aumentando a exigência de consciência situacional por parte do piloto. Leia mais

 

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