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Voos ETOPS: Aviões modernos podem voar por mais de 3h com apenas um motor

  • Publicado: Terça, 03 de Março de 2020, 12h41
  • Última atualização em Terça, 03 de Março de 2020, 12h41

Em 1919, os aviadores britânicos John Alcock e Arthur Witten Brown venceram o prêmio instituído pelo jornal Daily Mail ao se tornarem os primeiros a ligar a península do Labrador com a Irlanda em 16 horas pelo ar. Cumpriram a missão a bordo de um bombardeiro bimotor Vickers Vimy modificado. Foi a primeira travessia sem escalas do Atlântico Norte, feito que mais tarde, em 1927, tornaria Charles Lindbergh um dos maiores nomes da aviação de todos os tempos. O grande mérito do pioneiro norte-americano foi o de ter voado solo de Nova York a Paris.

A façanha de Lindbergh foi um marco na evolução da aviação comercial regular nos Estados Unidos e no mundo, influenciando novos projetos de células e motores. O Atlântico Norte ganhou importância e, a partir de então, passou a incorporar rotas até se tornar o corredor mais importante para o tráfego aéreo comercial no mundo.

Era dos radiais

As companhias aéreas, em número crescente, começaram a operar principalmente bimotores (e alguns quadrimotores) cuja propulsão dependia principalmente de motores radiais a combustão interna e refrigerados a ar. A atividade comercial carecia ainda de uma regulamentação que pudesse preservar as condições básicas de segurança com relação à distância máxima que uma aeronave pudesse se afastar de um aeroporto escolhido como alternativa totalmente segura para um pouso na configuração monomotora. A “perda” de um dos dois motores não precisa, necessariamente, ser imaginada como uma situação emergencial, exigindo uma resposta imediata dos pilotos. Com frequência quase igual, podia (e pode) se tratar de um “corte preventivo do motor” diante, por exemplo, de um aquecimento anormal da cabeça dos cilindros, do óleo lubrificante ou a queda de pressão do fluido. Tudo para tentar poupar o motor de danos maiores – se as condições momentâneas do voo permitissem esses “refinamentos” operacionais, claro! Leia mais

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